Arritmia Cardíaca
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Arritmia Cardíaca
Equipe

Uma das especialidades da Medicina que mais evoluiu nas últimas décadas, a Arritmia Cardíaca tem, na Clínica São Vicente, um centro de referência com profissionais respeitados e reconhecidos em nosso país. Os serviços prestados pela unidade são os seguintes:

- Estudo Eletrofisiológico
- Ablação por Radiofreqüência
- Implante de Marcapasso, Ressincronizadores e Desfibriladores 
 
Mais de cem anos depois de ter sido inventado, o exame de Eletrocardiograma (ECG) incorporou as evoluções tecnológicas e se mantém como uma ferramenta importante e eficaz para avaliar a estrutura do coração, como ele está se comportando e determinar, quando houver, qual o tipo de arritmia cardíaca alterações no ritmo do coração, que podem se manifestar sob a forma de batimentos irregulares, batimentos mais acelerados, as conhecidas palpitações (taquicardia), ou mais lentos (bradicardia).

O Eletrocardiograma faz um registro gráfico das atividades elétricas do coração. Para isso, placas capazes de captar o fluxo elétrico (os eletrodos) são colocadas nas pernas, braços e tórax e os sinais são enviados ao eletrocardiógrafo. Este exame é o primeiro passo para se definir os procedimentos terapêuticos a serem realizados. 

Estudo Eletrofisiológico e Ablação por Radiofreqüência

O estudo eletrofisiológico é um exame realizado por meio da introdução de catéteres que chegam ao coração guiados por imagem radiológica (Raio-X), com a finalidade de detectar e avaliar os riscos de uma arritmia cardíaca.

Depois de realizado este mapeamento elétrico do coração, a equipe define qual é a necessidade do paciente. No caso de apresentar uma arritmia benigna, poderá ser indicada apenas a medicação. Nos casos de taquicardia em que as drogas antiarrítmicas não surtirão efeito, o método terapêutico indicado, depois de estabelecidos rigorosos critérios de avaliação, é a Ablação por Radiofreqüência. Trata-se de um tratamento que usa a energia de radiofreqüência aplicada diretamente na cauterização dos focos das arritmias e cujo índice de cura está hoje em torno de 95 a 98%, livrando o paciente inclusive do uso de medicamentos. As principais arritmias que se beneficiam com este alto índice de cura são: taquicardia atrioventricular nodal, vias acessórias, síndrome de Wolff-Parkinson-White, taquicardia atrial e flutter atrial.

Outra indicação para o tratamento por meio da Ablação por Radiofreqüência, com sucesso em torno de 85%, são os casos de Fibrilação Atrial, o tipo mais freqüente de arritmia e uma das principais causas de Acidente Vascular Encefálico.

Implante de Marcapasso, Ressincronizador e Desfibrilador

O implante de Marcapasso é indicado para os pacientes que têm um ritmo cardíaco muito baixo, ou seja, o coração bate muito lentamente, caracterizando a bradicardia, que pode ser causada por Bloqueio Atrioventricular - doença que leva à interrupção do estímulo elétrico responsável pelo batimento cardíaco, fazendo com que as batidas diminuam.

O aparelho, que pesa em torno de 14 gramas, é implantado de forma definitiva debaixo da pele, na altura do tórax, e estimula o coração através de eletrodos, fios muito finos que transportam os impulsos elétricos, fazendo o trabalho do marcapasso natural quando este não funciona de forma adequada.

Pacientes que têm insuficiência cardíaca associada a bloqueio de ramo esquerdo (alteração na condução elétrica do coração) geralmente apresentam um dessincronismo cardíaco, ou seja, o ventrículo direito bate antes do ventrículo esquerdo, piorando a insuficiência cardíaca de modo considerável. Nestes casos, deve ser implantado um Marcapasso Ressincronizador, que tem a capacidade de estimular os dois ventrículos simultaneamente, o que elimina o descompasso, melhorando a qualidade de vida e reduzindo a mortalidade destes pacientes.

Algumas arritmias ventriculares são malignas, ou seja, podem causar a morte súbita. Nestes casos, o tratamento indicado, depois da avaliação feita pelo estudo eletrofisiológico, é o Cardioversor Desfibrilador Implantável. Trata-se de um tipo especial de marcapasso, que tem basicamente três funções: se o coração bater lentamente, ele estimula os batimentos para que entrem no ritmo normal; se bater rápido, o aparelho entra em ação para reverter esta arritmia; se bater rápido demais, com risco de entrar em fibrilação ventricular (uma forma extremamente grave de arritmia que pode levar à morte), o aparelho provoca um choque interno no coração e salva a vida.

Nova rotina

Para quem fez o implante de marcapasso, a avaliação e a programação do aparelho são fundamentais e passarão a fazer parte da rotina do paciente, com uma periodicidade que varia conforme o caso e o tipo de aparelho e será definida pelo médico. Esta checagem é feita através de programas de computador, sem necessidade de internação, e todos os parâmetros são regulados de forma a manter o aparelho e, conseqüentemente, o coração funcionando em perfeitas condições.

Alguns marcapassos já têm acoplado um dispositivo que faz a interação direta entre o aparelho e o telefone celular, avisando ao médico, via satélite, se há alguma alteração importante no funcionamento. Desta forma, o paciente, em qualquer lugar do mundo, pode ser avisado pelo médico para tomar as providências necessárias.

Há aparelhos capazes de detectar a retenção anormal de líquido pelo organismo, antes mesmo que algum sintoma característico apareça. Indicado para pessoas que têm insuficiência cardíaca, esta tecnologia permite que o paciente receba um aviso de alerta sobre o problema e procure rapidamente o médico, evitando complicações maiores.

Acompanhamento

Arritmias cardíacas, implantes, a consciência de que a vida depende de aparelhos. Todos estes fatores que acompanham os pacientes e a família também estão entre as preocupações dos médicos. Além do diálogo franco, o paciente recebe atenção especial do ponto de vista psicológico.

 
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